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	<title>Alex Villegas Blog</title>
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	<description>idéias sobre fotografia e educação</description>
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		<title>Alex Villegas Blog</title>
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		<title>As pequenas questões humanas, e um novo projeto</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 18:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[inspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes sinto como se fosse puxado para cima, rumo às nuvens, ou ao nada. Algo do tipo “do pó viestes e ao pó voltarás”, mas numa versão mais etérea, imaterial. E o que me segura em terra são pequenos fios, correntes transparentes e fininhas que mal se dão o prazer de existir visualmente, mas <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=740&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_741" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2012/01/photo-2.jpg"><img class="size-full wp-image-741" title="photo-2" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2012/01/photo-2.jpg?w=510&#038;h=510" alt="" width="510" height="510" /></a><p class="wp-caption-text">nenhuma relação é pequena demais para não influenciar nossa humanidade</p></div>
<p>Às vezes sinto como se fosse puxado para cima, rumo às nuvens, ou ao nada. Algo do tipo “do pó viestes e ao pó voltarás”, mas numa versão mais etérea, imaterial. E o que me segura em terra são pequenos fios, correntes transparentes e fininhas que mal se dão o prazer de existir visualmente, mas têm força desproporcional à sua sutil e delicada aparência.</p>
<p>E o que haveria de bom em estar preso ao chão em uma teia de aranha?</p>
<p>As pessoas e as aranhas fiam &#8211; o tempo todo. E em algum instante, se vão, deixando apenas uma fina e resistente estrutura geométrica para a posteridade. Em algum instante, tudo o que habita, é protegido ou aprisionado por essas conexões se vai, e o que nos resta para estudar são apenas as linhas. A teia que prende é a mesma que protege &#8211; essas correntes que me prendem às outras pessoas, que me prendem às coisas, que me instigam o tato e me dão um mundo a conhecer, antes que eu flutue rumo ao nada.</p>
<p>Somos definidos pelo que fazemos, tanto as pessoas como as aranhas.</p>
<p>Tudo o que é humano me fascina, e nossa capacidade de nos conectarmos tem se tornado uma verdadeira obsessão nos últimos tempos. E a percepção visual dessas conexões, sua representação, a performance do fio em toda sua sutileza e resistência.</p>
<p>E o que vocês, leitores, têm a ver com isso?</p>
<p>Eu gostaria de alguma ajuda aqui. Essa pesquisa tornou-se uma série, que chamo de “ELOS” &#8211; a representação visual da ligação entre pessoas e pessoas, pessoas e objetos, pessoas e animais. A sugestão do que é irretratável, através de pistas dadas pela linguagem visual/fotográfica. A ajuda que peço é que preciso de candidatos, ligações a retratar. Se você estiver disposto a construir comigo uma representação visual de uma de suas conexões emocionalmente importantes, seja com uma pessoa, seja objeto ou animal, serei imensamente grato &#8211; basta apenas <a href="mailto:alex@alexvillegas.com.br">enviar-me um email </a>contando quem ou o que para iniciarmos as conversas. Um print final, junto com as mais relevantes fotos da sessão serão dados como agradecimento.</p>
<p>Adianto: não é um book, e muitas vezes a imagem irá enveredar por algo talvez distante do retrato tradicional. A série é um trabalho de longo prazo &#8211; as sessões de fotos não serão frequentes, e serão marcadas a partir da primeira quinzena de março se houver retratados interessados. As conversações sobre a conexão em questão serão intensas e pessoais, então o processo é algo intrusivo/visceral. Casais são bem-vindos, qualquer que seja sua orientação sexual.</p>
<p>Antecipadamente agradeço aos que toparem o convite, agradeço imensamente pela confiança.</p>
<p>Até!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/740/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=740&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>WS de Retrato no Wedding Brasil 2012 &#8211; FAQ</title>
		<link>http://alexvillegas.wordpress.com/2012/01/12/ws-de-retrato-no-wedding-brasil-2012-faq/</link>
		<comments>http://alexvillegas.wordpress.com/2012/01/12/ws-de-retrato-no-wedding-brasil-2012-faq/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 20:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[eventos e novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da fantástica experiência que foi o workshop de retratos no Estúdio Brasil 2011, tive a honra de receber convite para trabalhar de novo com o tema em um outro evento &#8211; o Wedding Brasil 2012. Desta vez, muitas perguntas interessantes estão sendo feitas através do Facebook e Twitter, tanto que resolvi respondê-las de uma <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=735&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_736" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2012/01/leticia.jpg"><img class="size-full wp-image-736" title="leticia" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2012/01/leticia.jpg?w=510&#038;h=565" alt="" width="510" height="565" /></a><p class="wp-caption-text">Letícia Caetano, 2011</p></div>
<p>Depois da fantástica experiência que foi o workshop de retratos no Estúdio Brasil 2011, tive a honra de receber convite para trabalhar de novo com o tema em um outro evento &#8211; o Wedding Brasil 2012. Desta vez, muitas perguntas interessantes estão sendo feitas através do Facebook e Twitter, tanto que resolvi respondê-las de uma maneira mais pública, criando um FAQ. Então vamos lá:</p>
<h4>Q: Você fala muito em bagagem cultural &#8211; como se faz para passar bagagem cultural em um workshop de algumas horas?</h4>
<p>R: Não se faz. Um workshop só é capaz de lidar com métodos, sistemas e técnicas. Contudo, há metodologias para se adquirir referências, para se autoconhecer, para se definir um estilo. E isso sim, acredito que possa ser transmitido.</p>
<h4>Q: O valor do workshop é elevado. Qual a razão disso?</h4>
<p>R: Infelizmente, está fora do meu alcance definir os valores &#8211; eu realmente gostaria que fossem mais baixos. Mas para justificar o valor, o workshop tem algumas características específicas, como exclusividade e material didático adicional, além de análise de portfolio posterior.</p>
<p>Exclusividade pelo fato deste ser o único workshop de retrato que irei ministrar em 2012, e do fato deste conteúdo não estar disponível nem mesmo através de aulas particulares. Material didático adicional porque toda a parte de tratamento de imagem do workshop será gravada e distribuída para os alunos &#8211; sei como é difícil memorizar todos aqueles menus/opções dos softwares de tratamento. E análise de portfolio posterior porque eu realmente gostaria de um feedback dos alunos, especialmente no que se refere às diferenças no trabalho de retrato, pré e pós-evento.</p>
<h4>Q: O que um aluno pode esperar obter com o seu workshop?</h4>
<p>R: Basicamente informação sobre três pontos principais:</p>
<p>O primeiro é que o ter muito equipamento, ou mesmo câmeras caríssimas, não é realmente necessário. Eu uso pouquíssima luz &#8211; frequentemente uma única fonte -, acessórios baratos, uma câmera acessível e lentes fixas. Muito do abordado pode ser feito com luz natural, ou flashes dedicados, ou lâmpadas comuns. O importante é perceber a luz, e aproveitá-la, recriá-la ou mudá-la completamente.</p>
<p>O segundo é que técnica correta é muito importante, mas é mais fácil do que parece. A técnica de iluminação segue um método e uma teoria muito simples, e a pós produção também é bem tranquila. A coisa está muito mais nos “porquês” do que nos “comos”, embora os “comos” estejam todos ali.</p>
<p>Se você está seguro o suficiente para saber que não vai errar a fotometria, e que vai conseguir todo o detalhe e textura que deseja, aí magicamente surge o espaço para criar e para se conectar com o retratado &#8211; o que nos leva ao terceiro ponto, que são abordagens para conhecer o retratado, para conhecer a si mesmo, e como construir uma representação que seja digna desse encontro, porque todo retrato tem algo de performático. Todo retrato, de certa forma, é uma conspiração.</p>
<h4>Q: Eu vou fotografar no seu workshop?</h4>
<p>R: Sim, mas não da maneira que imagina. Eu não vejo graça em colocar um modelo num fundo e ir mudando esquemas de luz para que os alunos se degladiem por um ângulo bacana. A ideia no workshop é que os fotógrafos passem por dois momentos:</p>
<p>O primeiro é fotografar um colega, mas não só fotografar &#8211; é ter uma pequena conversa, “sacar” o colega, construir uma representação com ele. Escolher entre dirigi-lo ou não, optar por uma das abordagens e após isso, cumprir uma missão praticamente impossível &#8211; que só vou contar no workshop!</p>
<p>O segundo é ser fotografado, ser sondado, ser “sacado” na conversa. Fotógrafos ou são completamente avessos à câmera, ou dominam a sessão, tentando controlar a imagem que será feita &#8211; já sabem de que lado ficar, que cara fazer, etc. Ser retratado ajuda a criar empatia com seus futuros clientes, passando pelo mesmo “perrengue” que eles passam.</p>
<h4>Q: Haverá demonstrações práticas?</h4>
<p>R: Claro! Não tem sentido falar de luz ou fotometria sem mostrar na prática como a coisa é feita. Haverá um set montado e o tal modelo &#8211; embora eu prefira retratar os alunos (quem sabe eu não retrate?), com a câmera ligada ao projetor para vermos os resultados.</p>
<h4>Q: A demonstração prática condiz com a sua realidade?</h4>
<p>R: Em termos. O equipamento, a luz, o fluxo das idéias sim. Mas não o tempo, visto que em alguns retratos eu levo dois minutinhos, e em outros horas até conseguir A foto. No workshop, eu terei de resolver em dois minutinhos mesmo, então levo idéias na manga &#8211; não é o processo do zero. De qualquer maneira, é informação útil para quando se tem aquele retratado difícil, ou mesmo quando não se tem tempo hábil para estabelecer uma criação conjunta e espontânea. Eu falo sozinho o tempo inteiro, então vocês saberão exatamente o que eu estiver fazendo.</p>
<h4>Q: O workshop serve para retratos de família?</h4>
<p>R: Sim. Especialmente porque famílias e casais têm coisas muito interessantes para se retratar &#8211; semelhança, oposição, sintonia, apego. Isso adiciona narrativa à coisa de uma maneira impressionante.</p>
<h4>Q: É o mesmo workshop do Estúdio Brasil 2011?</h4>
<p>R: Não. Meu sistema de pós produção mudou um tiquinho, devido ao lançamento de novos softwares &#8211; ficou mais simples &#8211; e incluí novos exercícios para destravar a criatividade. Visto também que é um evento de casamento, as soluções de iluminação serão mais compatíveis com o equipamento que fotógrafos de casamento dispõem.</p>
<p>Conforme forem aparecendo novas perguntas, irei incluindo no post. Até abril, e nos vemos no Burti HD!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/735/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=735&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Construindo fotografias</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 11:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[inspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem alguma coisa que realmente prezo e admiro, é a sincronicidade. Aquela série de pequenas coincidências que fazem com que nossas reflexões se encaminhem para um único assunto &#8211; e o assunto deste post é fruto dessas pequenas coincidências. Ao conversar com artistas do calibre de Scott MacLeay, Cris Bierrenbach e Nanã Souza Dias, <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=732&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_370" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2010/06/screen-shot-2010-06-30-at-1-03-29-pm.png"><img class="size-full wp-image-370" title="Screen shot 2010-06-30 at 1.03.29 PM" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2010/06/screen-shot-2010-06-30-at-1-03-29-pm.png?w=510&#038;h=362" alt="" width="510" height="362" /></a><p class="wp-caption-text">foto cortesia © HP/ Solução e Imagem</p></div>
<p>Se tem alguma coisa que realmente prezo e admiro, é a sincronicidade. Aquela série de pequenas coincidências que fazem com que nossas reflexões se encaminhem para um único assunto &#8211; e o assunto deste post é fruto dessas pequenas coincidências.</p>
<p>Ao conversar com artistas do calibre de Scott MacLeay, Cris Bierrenbach e Nanã Souza Dias, para citar apenas aqueles com quem pude ter a sorte de ter contato nos últimos meses, percebi que todos eles compartilham uma característica: o cuidado e conhecimento do suporte de suas imagens.</p>
<p>Hoje em dia dissemina-se a idéia de que basta imprimir sua imagem, qualquer que ela seja, em papel de qualidade museológica, qualquer que seja ele, dotá-los de um certificado de autenticidade e tcharam! Temos uma obra de arte. E acredito que esse raciocínio seja um tanto inadequado.</p>
<p>Substrato, assim como equipamento fotográfico e tecnologia de pós-produção, é ferramenta, não uma finalidade em si.</p>
<p>Deixem-me exemplificar: quando conversei com Scott MacLeay sobre as maravilhosas ampliações no sistema Fresson, ele deixou bem claro uma coisa: o print Fresson foi uma maneira de preservar, na ampliação, uma característica delicada &#8211; a luminosidade de um diapositivo, em um contexto de fotografias com pouca tridimensionalidade, contraste ou mesmo textura. As superfícies das <a href="http://www.scottmacleay.com/">fotografias</a> de MacLeay eram um ponto crítico que precisava ser corretamente reproduzido.</p>
<p>Para se beneficiar de um print Fresson, uma fotografia precisa ter características muito específicas.</p>
<p>Mesma coisa com os daguerreótipos de Cris Bierrenbach: apenas aquelas condições de reflexão, os brilhos e “fantasmas” do daguerreótipo poderiam dar vazão às idéias dela sobre sua série de “autorretratos” &#8211; para quem quer ver as imagens, estão em seu <a href="http://crisbierrenbach.com/category/pessoal/daguerreotipo/">website</a>, mas as imagens escaneadas definitivamente não fazem jus à coisa viva que é o daguerreótipo. Nanã Souza Dias também fala com paixão de suas impecáveis ampliações PB, dotadas de uma personalidade que transcende a <a href="http://photo.net/photos/nanasousadias">imagem escaneada</a>, circulante pela Internet.</p>
<p>Três exemplos, uma única conclusão: antes de nos aventurarmos pelo mundo dos nobres suportes <em>“fine arts”</em>, acredito que seja essencial um mergulho nas mensagens e necessidades de nossa própria fotografia.</p>
<p>Avançar rumo aos mais modernos papéis e impressoras do mercado, ou recuar aos processos clássicos, é percurso exigido pela sua fotografia em busca da própria personalidade e relevância enquanto objeto fotográfico. Cada série exigirá um percurso diferente.</p>
<p>Mesmo no mundo da impressão <em>giclée</em>, há dezenas de opções, cada uma com uma característica marcante, que revela, potencializa ou esconde virtudes de nossas imagens-  em uma simbiose que está sendo claramente subestimada. Não basta apenas ir a um atelier de impressão e escolher o suporte que está na moda, o papel mais baratinho ou o mais sofisticado.</p>
<p>É necessário imprimir, testar, olhar, tocar, apaixonar-se pelas diferentes encarnações da imagem, buscar dentre elas aquela que é inigualável. Ouvir o que sua fotografia tem a dizer, e só então dar-lhe o suporte apropriado, qualquer que seja ele. Suas imagens agradecem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/732/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=732&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Microajuste de foco &#8211; um breve tutorial</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 20:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnica fotográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[A repercussão do post anterior sobre nitidez acabou me surpreendendo &#8211; especialmente por Twitter e Facebook, foram inúmeras consultas sobre como raios se faz o microajuste de foco na câmera. Então resolvi responder a todo mundo ao mesmo tempo, com um tutorial que pode ser consultado por todos. Mas, antes de começar, faço dois avisos: <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=723&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A repercussão do post anterior sobre nitidez acabou me surpreendendo &#8211; especialmente por Twitter e Facebook, foram inúmeras consultas sobre como raios se faz o microajuste de foco na câmera. Então resolvi responder a todo mundo ao mesmo tempo, com um tutorial que pode ser consultado por todos. Mas, antes de começar, faço dois avisos:</p>
<p>1 &#8211; Como tenho uma câmera Canon, o tutorial foi feito com ela, repassando todos os procedimentos que tive de executar para fazer os ajustes. Como não é proposta do blog ser uma escola online &#8211; a ideia é apenas compartilhar descobertas e técnicas que fazem parte do meu trabalho &#8211; não tenho como providenciar tutoriais específicos para todos os infinitos modelos de câmeras do mercado. Mas o processo é facilmente modificável para outras câmeras que possuam o recurso &#8211; então consulte seu manual.</p>
<p>2 &#8211; O processo é bom e funciona &#8211; quando é necessário. Se já estiver satisfeito com a nitidez de suas lentes, deixe-as como estão. Nem toda câmera/lente precisa desse ajuste, e se seu conjunto já estiver nítido, o ajuste não o deixará MAIS nítido &#8211; muito pelo contrário, vai estragar o sistema. Então, seja crítico.</p>
<p>O microajuste de focagem é algo bem fácil de se fazer. Tudo o que é necessário é ter um target como o do Tim Jackson, encontrado <a href="http://FocusTestChart.com">aqui</a> . Imprima o PDF  na sua impressora de casa mesmo, coloque em uma mesa e monte sua câmera em um tripé, formando um ângulo de 45 graus com a mesa.</p>
<p>Configure sua câmera para fotografar em JPEG, resolução máxima da câmera. Coloque a lente a ser regulada na câmera, focalize no ponto central da página &#8211; aquele que diz “focus here”.  A inclinação do papel em relação ao plano de foco facilita a medição por tirar a profundidade de campo da jogada &#8211; mas, de qualquer maneira, fiz os testes com a objetiva em sua abertura máxima.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_7007.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-727" title="IMG_7007" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_7007.jpg?w=510&#038;h=340" alt="" width="510" height="340" /></a></p>
<p>Clique, aumente o zoom para o máximo possível e olhe o texto ao lado &#8211; se ele estiver perfeitamente nítido, ótimo! Nada precisa ser feito. Mas se o texto estiver desfocado, use os parâmetros do menu para ajustar a lente &#8211; provavelmente um dos traços da régua impressa estará mais nítido do que o texto; aproveite essa informação para fazer o ajuste.</p>
<div id="attachment_728" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_7008.jpg"><img class="size-full wp-image-728" title="IMG_7008" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_7008.jpg?w=510&#038;h=340" alt="" width="510" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">a ideia é que o texto tenha esta aparência</p></div>
<p>Vá para o menu de funções personalizadas, item III: &#8220;autofocus/drive&#8221;.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_5295.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-724" title="IMG_5295" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_5295.jpg?w=300&#038;h=209" alt="" width="300" height="209" /></a></p>
<p>Uma vez nele, selecione a opção &#8220;adjust by lens&#8221;, o que permitirá fazer o ajuste de maneira individualizada para cada uma das suas lentes.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_5296.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-725" title="IMG_5296" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_5296.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>Uma vez na tela de regulagem, coloque um valor pequeno para compensar um desvio de foco para a frente (front focus) ou para trás (back focus). Pressione SET para armazenar o valor de compensação e repita o clique.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_5297.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-726" title="IMG_5297" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/12/img_5297.jpg?w=300&#038;h=228" alt="" width="300" height="228" /></a></p>
<p>Quando o texto estiver perfeitamente nítido, a regulagem estará completa. Passe para outra objetiva, até regular todas. O sistema reconhece cada uma de suas lentes, mas não diferencia diferentes exemplares do mesmo modelo. Se você tiver duas 50mm f/1.4, só poderá atribuir um único valor de compensação para as duas.</p>
<p>Novamente: é um ajuste simples, mas exige método e alguma paciência. Se não conseguir reconhecer melhora, volte atrás e desabilite o ajuste. Nem todo conjunto câmera/lente precisa dele.</p>
<p>Boa sorte e bons cliques!</p>
<div></div>
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		<title>Uma questão de foco</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 14:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnica fotográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Mal-entendidos fazem parte da evolução fotográfica de qualquer um, mas há coisas que realmente fundem a cabeça não só de gente que está começando, mas até dos fotógrafos mais experientes. Uma delas definitivamente é a nitidez das nossas imagens. Que atire a primeira pedra aquele que nunca comprou equipamento &#8211; quase sempre lentes caríssimas &#8211; <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=711&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mal-entendidos fazem parte da evolução fotográfica de qualquer um, mas há coisas que realmente fundem a cabeça não só de gente que está começando, mas até dos fotógrafos mais experientes.</p>
<p>Uma delas definitivamente é a nitidez das nossas imagens. Que atire a primeira pedra aquele que nunca comprou equipamento &#8211; quase sempre lentes caríssimas &#8211; e ficou frustrado.</p>
<p>À medida em que vamos trabalhando e guardando nosso suado dinheirinho para investir nas melhores lentes e melhores câmeras possíveis &#8211; tudo para tentar ter aquela nitidez que nos impressiona &#8211; vamos também nos decepcionando. Normalmente não fica tão bom quanto esperamos. Mas porquê?</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/mg_2003.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-712" title="_MG_2003" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/mg_2003.jpg?w=510&#038;h=765" alt="" width="510" height="765" /></a></p>
<p><em>retratos com profundidade de campo rasa são difíceis de executar com precisão &#8211; o autofoco precisa estar perfeitamente calibrado, e a nitidez da objetiva deve ser valorizada na pós-produção.</em></p>
<p>Felizmente, muitas de nossas decepções são fáceis de remediar, visto que estamos constantemente subutilizando nosso equipamento. Outras são expectativas furadas mesmo, baseadas numa visão irreal da coisa &#8211; nada que os fabricantes não fiquem contentes em alimentar, visto que dá uma bela turbinada no consumo.</p>
<p>Escolhi cinco questões para esclarecer, trazendo soluções quando elas estão disponíveis. Então vamos a elas:</p>
<h4> 1 &#8211; Minha câmera tem 18 Megapixels. Ela deveria ser mais nítida!</h4>
<p>Infelizmente não. A tecnologia de desenvolvimento de sensores está muito à frente da ótica &#8211; o que quer dizer que não estamos utilizando todo o potencial desses sensores, porque as lentes não conseguem resolver com precisão detalhes tão pequenos quanto os necessários para atingir tamanha resolução.</p>
<p>Mesmo as lentes de projeto mais novo ainda estão batalhando em busca da nitidez necessária para preservar esses mínimos detalhes &#8211; e esse problema afeta mais as câmeras de sensor pequeno (APS-C) do que as câmeras com sensor de 35mm (vulgarmente chamadas de full frame). Quanto maior o sensor, mais alivia para a parte ótica, principalmente quando a resolução é mais baixa.</p>
<h4> 2 &#8211; Acabei de comprar uma objetiva caríssima e ela não é tudo isso. Peguei um exemplar ruim ou as pessoas supervalorizam essa objetiva?</h4>
<p>Pode ser qualquer uma das duas coisas, mas é muito mais provável que seja uma terceira:</p>
<p>Tanto lentes como câmeras para DSLRs são fabricadas em massa, a baixo custo (se não acredita que sua lente é barata, pesquise quanto custa uma lente para câmera de cinema, ou uma Rodenstock HR para grande formato) e são sujeitas a pequenas variações na montagem. Por melhor que seja o projeto ótico, a parte eletrônica e os motores podem introduzir essas diferenças menores, o que cria uma lente que é ligeiramente míope ou hipermétrope. Aprendi bastante sobre isso em um artigo do Roger Cicala, que tem um acervo imenso de lentes para aluguel e mantém o site lensrentals.com.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/hrdigaron-s23mmlge_001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-713" title="HRDigaron-S23mmlge_001" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/hrdigaron-s23mmlge_001.jpg?w=510&#038;h=342" alt="" width="510" height="342" /></a></p>
<p><em>Uma das lentes mais nítidas existentes para grande formato, a HR Digaron S (cortesia Rodenstock)</em></p>
<p>Segundo ele, câmeras costumam vir com pequenos desalinhamentos que fazem com que elas também se tornem míopes ou hipermétropes &#8211; basta uma variação de mícrons na montagem da baioneta para que a distância entre a lente e o sensor se torne fora do padrão.</p>
<p>Os padrões de qualidade são bem rígidos, mas imagine uma câmera que tem um pequeno desalinhamento, e foca errado qualquer coisa como -2 unidades. Com uma lente perfeita, mal percebemos o problema; com uma lente que foca errado +2 unidades, a diferença zera, o conjunto fica maravilhoso, e viramos fãs dessa lente para todo o sempre; com uma lente que foca errado -2 unidades, o desvio do conjunto fica em -4 e aí a coisa desanda &#8211; a lente não nos parece tão nítida quanto dizem.</p>
<p>Pensando nisso é que algumas câmeras incorporaram o recurso de microajuste de foco &#8211; via menu, podemos ajustar milimetricamente o foco para que o conjunto funcione melhor. A câmera memoriza o ajuste para cada lente, e compensa o foco automaticamente.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/img_5297.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-717" title="IMG_5297" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/img_5297.jpg?w=510&#038;h=388" alt="" width="510" height="388" /></a></p>
<p><em>O microajuste do AF é simples e rápido de se fazer &#8211; são três opções de menu consecutivas</em></p>
<p>Pessoalmente, mudei de corpo de câmera mais por conta da possibilidade de microajuste do que propriamente por resolução ou outros recursos &#8211; ganhei nitidez sem precisar investir em novas lentes.</p>
<p>Julgue a qualidade da lente apenas após essa útil regulagem, que se faz em alguns minutos.</p>
<h4>3 &#8211; Troquei de câmera e o foco ficou mais difícil de acertar! Como isso?</h4>
<p>Até recentemente, a tecnologia de AF lidava com pontos simples, que podiam ser ativados um a um ou no esquema tudo-ao-mesmo-tempo-agora &#8211; este raramente era usado porque privilegiava o que fosse mais fácil de focar. Com um único ponto ativo, é fácil focar e reenquadrar para fazer a foto.</p>
<p>Mas na nova geração de câmeras, a focagem está mais sofisticada &#8211; é possível selecionar “clusters”, ou grupos de pontos de focagem e estabelecer seu comportamento. Então, caso queira focar da maneira antiga, é necessário configurar corretamente a câmera &#8211; porque ela provavelmente está ajustada para trabalhar da maneira mais automatizada, normalmente focando no ponto mais próximo que tiver algum contraste.</p>
<p>Outra possibilidade é o caso de você ter migrado do APS-C para o 35mm. Saindo de uma Canon 7D para uma Canon 5DMkII, você sentirá uma queda na profundidade de campo, ou seja, terá mais dificuldade para manter tudo em foco. Isso se deve ao fato de que o enquadramento na 5D é muito maior, o que obriga a usar uma lente mais longa (como por exemplo uma 85mm no lugar de uma 50mm) ou se aproximar mais para obter um enquadramento similar. E os dois procedimentos reduzem a profundidade de campo disponível.</p>
<h4>4 &#8211; Mesmo com minha câmera configuradinha e as melhores lentes, minhas imagens não ficam tão boas quanto as que vejo nas revistas.</h4>
<p>Calma lá! O que você está vendo são imagens finalizadas e pós produzidas, frequentemente com três aplicações distintas de nitidez:</p>
<p>a &#8211; Nitidez de entrada, feita de maneira geral na imagem, frequentemente usando o software de conversão de RAW.</p>
<p>b &#8211; Nitidez seletiva, feita de maneira localizada, usando alguns conversores de RAW que dispõem do recurso, usando o Photoshop ou plugins especializados como o NIK Sharpener Pro, que podem rodar a partir do Photoshop, Aperture, Lightroom ou mesmo sozinhos.</p>
<p>c &#8211; Nitidez de saída, feita de maneira geral na imagem, mas baseada no sistema de impressão e no tamanho final da fotografia. Pode ser feita no Lightroom, Photoshop ou usando plugins.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/sp3_box.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-718" title="sp3_box" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/sp3_box.jpg?w=510&#038;h=643" alt="" width="510" height="643" /></a></p>
<p><em>NIK Sharpener Pro, um dos mais populares softwares dedicados ao aumento de nitidez.</em></p>
<p>Uma vez com essas três passagens executadas, a imagem se torna nitidamente superior em termos de definição.</p>
<h4>5 &#8211; Que outras providências posso tomar para melhorar a nitidez das minhas fotos?</h4>
<p>Alguns pequenos procedimentos podem ser usados para ganhar definição:</p>
<p>a &#8211; Pessoalmente, gosto de desabilitar a focagem do disparador, usando apenas o botão AF-ON, atrás da câmera, para focar. Explico: com o botão do disparador fazendo ambas as tarefas (focagem e disparo), o foco é recalculado a cada vez que disparamos, processo muitas vezes desnecessário. Nas câmeras manuais, foco fica na objetiva e o disparador só dispara, o que permite que alteremos o foco apenas quando necessário.  Focando apenas com o AF-ON, recalculo o foco apenas quando necessário, o que me permite clicar à vontade, exatamente como numa câmera manual, mas com a comodidade do autofoco.</p>
<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/img_5298.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-719" title="IMG_5298" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/img_5298.jpg?w=510&#038;h=340" alt="" width="510" height="340" /></a></p>
<p><em>AF-ON: este botão é tão valioso quanto desconhecido, e existe em praticamente todas as câmeras</em></p>
<p>b &#8211; Fique de olho na relação entre velocidade e distância focal de sua lente: é comum fotografarmos com velocidades baixas inadvertidamente, causando perda de definição por conta do movimento da câmera &#8211; mesmo que sejamos mestres de Tai Chi Chuan, o próprio movimento do espelho causa vibração. Um cálculo simples pode ajudar bastante:</p>
<p>VS=DF x FC</p>
<p>Onde VS é a velocidade mínima segura, DF é a distância focal e FC é o fator de corte. Com uma Nikon D700, que tem sensor de 35mm, o fator de corte é 1. Então a velocidade mínima para usar uma 50mm com conforto seria 1/50. Já na Canon 7D, que tem sensor APS-C, com fator de corte 1.6, a velocidade mínima para usar a mesma lente seria 1/80, aproximadamente. Com as modernas lentes estabilizadas (IS ou VR), essa velocidade mínima cai um pouco, mas ainda assim não é bom abusar.</p>
<p>c &#8211; Se estiver fotografando produto ou tiver um tripé disponível, use a trava de espelho para garantir definição em baixas velocidades. Ao configurar a trava de espelho em uma digital, da primeira vez em que pressionar o disparador o espelho irá subir, mas será necessário pressionar uma segunda vez para fazer a foto &#8211; livrando a câmera da tremedeira da subida do espelho. Com um disparador remoto a coisa funciona ainda melhor.</p>
<p>Como podem ver, melhorar e muito a qualidade ótica das suas imagens não custa muito mais do que algum tempo e um pouco de técnica fotográfica. Se há algum segredo por trás das imagens que vemos por aí, é esse &#8211; técnica adequada para fazer seu equipamento render o máximo, não importa qual seja ele.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Estúdio Brasil 2011 &#8211; um agradecimento, pra variar</title>
		<link>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/11/11/estudio-brasil-2011-um-agradecimento-pra-variar/</link>
		<comments>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/11/11/estudio-brasil-2011-um-agradecimento-pra-variar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 20:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[eventos e novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a mais tenra infância, meu sonho sempre foi viajar o mundo. Conhecer novos lugares, novas pessoas a cada dia, mudar a cada instante &#8211; acho que em algum momento de nossas vidas, todos nós pensamos isso. Sempre gostei muito de pegar estrada; até hoje meus pensamentos voam para todos os lados enquanto me desloco, <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=705&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/318328_294671570552473_100000288977630_1139955_2110285961_n.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-706" title="318328_294671570552473_100000288977630_1139955_2110285961_n" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/11/318328_294671570552473_100000288977630_1139955_2110285961_n.jpg?w=510&#038;h=340" alt="" width="510" height="340" /></a></p>
<p>Desde a mais tenra infância, meu sonho sempre foi viajar o mundo. Conhecer novos lugares, novas pessoas a cada dia, mudar a cada instante &#8211; acho que em algum momento de nossas vidas, todos nós pensamos isso.<br />
Sempre gostei muito de pegar estrada; até hoje meus pensamentos voam para todos os lados enquanto me desloco, e são como pipas &#8211; quanto mais rápido ando, mais alto alcançam.</p>
<p>Mas em alguma das viagens acabei descobrindo talvez a coisa mais importante da minha vida: que não é o destino, tampouco a viagem que interessam. É esse estado de espírito, de empinar os próprios pensamentos, que me fascina. E acabei encontrando o melhor dos ventos para isso não nas estradas, mas nas pessoas. Nos encontros, nas conversas, nos abandonos. Nas coisas que nos esculpem a vida, a alma e as faces.</p>
<p>Olho para meu próprio rosto e vejo as crescentes marcas, cicatrizes, vales que sorrisos e lágrimas, ventos e carinhos, navalhas e sabonetes cavam a cada dia. Vejo as mesmas marcas nas outras pessoas, e essas passaram a se tornar as mais fascinantes das paisagens.</p>
<p>Não há viagem igual.</p>
<p>E foi uma honra e delícia partilhar dela com outros passageiros &#8211; outras pessoas com o mesmo interesse, que por algum motivo pelo qual sou grato decidiram me ouvir falar sobre algumas impressões de viajante, das luzes que me acompanham, das palavras que me abrem algumas portas, das caixinhas que uso para transformar tudo aquilo que presencio em uma peça: uma fotografia que tenta fazer jus ao encontro.</p>
<p>Aos que estiveram presentes ao workshop, meu muito obrigado: obrigado pela confiança, pelos olhos atentos, por se oferecerem como retratados.</p>
<p>Conforme prometi a vocês, seguem os links com o vídeo gravado da última parte do workshop &#8211; a do tratamento da foto do Vinicius &#8211; e a apresentação. Não recomendo a quem não esteve no WS baixar o vídeo, porque muito provavelmente não vai entender nada.</p>
<p>O link para o vídeo é este: http://www.megaupload.com/?d=U29PYIOC</p>
<p>E o da apresentação é este aqui: http://www.megaupload.com/?d=KBME39KZ</p>
<p>Para receber os retratos, basta o retratado me enviar um email de contato que mando a respectiva foto. Novamente, agradeço a todos, à Editora Photos pela confiança e investimento, e especialmente ao Paulo Padilha, por dar-me uma oportunidade de saldar uma dívida que já tinha anos!!!</p>
<p>Nos vemos por aí, gente!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/705/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=705&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alex Villegas</media:title>
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		<title>Floripa na Foto &#8211; 2011</title>
		<link>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/10/30/floripa-na-foto-2011/</link>
		<comments>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/10/30/floripa-na-foto-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 22:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[eventos e novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Este mês foi um tanto atípico, e não pude escrever o tanto que gostaria &#8211; mas toda essa correria sempre traz frutos interessantes, e um dos melhores foi o convite para palestrar no Floripa Na Foto deste ano. Foi a segunda edição, e uma experiência das mais agradáveis. Pude chegar a Florianópolis com <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=701&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/logo-fundobranco-300x165.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-702" title="logo-fundobranco-300x165" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/logo-fundobranco-300x165.png?w=510" alt=""   /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este mês foi um tanto atípico, e não pude escrever o tanto que gostaria &#8211; mas toda essa correria sempre traz frutos interessantes, e um dos melhores foi o convite para palestrar no Floripa Na Foto deste ano.</p>
<p>Foi a segunda edição, e uma experiência das mais agradáveis. Pude chegar a Florianópolis com céu azul e calor, e circular por um centro histórico tomado por exposições, workshops, leituras de portfolio, lançamentos de livros, enfim! Respirando e transpirando fotografia. Por alguns dias, Floripa se tornou um pólo fotográfico de primeira linha, daqueles em que gostaríamos de passar a vida.</p>
<p>Tive a honra também de ministrar uma palestra no venerável Cine Ritz, em meio a palestras e mesas-redondas imperdíveis. Passei um dia por lá apenas &#8211; infelizmente fui para lá na sexta e voltei no sábado &#8211; mas aprendi MUITA, mas MUITA coisa.</p>
<p>E este post serve basicamente a três propósitos:</p>
<p>O primeiro é agradecer à organização do Floripa na Foto &#8211; todo mundo que trabalhou no evento estava empenhadíssimo, e estou grato pelo convite e atenção. Além disso agradeço ao pessoal da Editora Photos, por viabilizar minha ida com a amabilidade e eficiência que sempre foi característica deles.</p>
<p>O segundo é agradecer às pessoas que encontrei por lá, especialmente ao Eduardo Trauer e Adriana Fuchter, bons amigos de internet, mas que eu nunca tinha encontrado pessoalmente &#8211; e tirar um amigo do virtual e torná-lo real é algo muito precioso.</p>
<p>Agradeço também especialmente ao Scott MacLeay e à Cris Bierrenbach, pela valiosíssima orientação. Meia hora de bom papo com cada acabou por criar um ponto de guinada muito específico em minha carreira. Me fez precipitar algumas idéias, abandonar outras, consolidar mais algumas. Imagino o que teria acontecido se eu tivesse podido ir ao workshop de qualquer um dos dois. Rosana Paulino também é uma artista inspiradora, e em poucas palavras deu muito o que pensar.</p>
<p>O terceiro é cumprir uma promessa: fiquei de disponibilizar os slides de minha palestra para as pessoas que estiveram presentes. Então <a href="http://www.4shared.com/document/8fY8Ke_7/Floripa_na_Foto.html">aqui </a>está a apresentação, formato PDF. É só clicar e baixar.</p>
<p>A quem mais estiver lendo, dois conselhos:</p>
<p>1 &#8211; No próximo ano, vá ao Floripa Na Foto. O evento é sensacional e só tende a melhorar.</p>
<p>2 &#8211; Amigos são uma das melhores coisas deste mundo.  Cultive amigos, e sempre terá as melhores surpresas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/701/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=701&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alex Villegas</media:title>
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			<media:title type="html">logo-fundobranco-300x165</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Dez perguntas não tão básicas assim sobre estúdio</title>
		<link>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/10/06/dez-perguntas-nao-tao-basicas-assim-sobre-estudio/</link>
		<comments>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/10/06/dez-perguntas-nao-tao-basicas-assim-sobre-estudio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 20:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamento fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alexvillegas.wordpress.com/?p=691</guid>
		<description><![CDATA[O mundo da fotografia de estúdio é simplesmente fascinante. Na minha opinião, é o mais interessantes dos ambientes da fotografia – uma vez que nele não temos qualquer luz, o fundo infinito se apresenta diante de nós como uma folha em branco.Uma folha que nos permite realizar qualquer idéia ou projeto, desde que tenhamos a <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=691&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo da fotografia de estúdio é simplesmente fascinante. Na minha opinião, é o mais interessantes dos ambientes da fotografia – uma vez que nele não temos qualquer luz, o fundo infinito se apresenta diante de nós como uma folha em branco.Uma folha que nos permite realizar qualquer idéia ou projeto, desde que tenhamos a compreensão e habilidade para tanto.</p>
<p>O estúdio desafia nossa capacidade de observação, compreensão e recriação, nos forçando a consultar todo nosso acervo de memórias e observações, a usar toda a nossa capacidade técnica para concretizar uma idéia predeterminada – e o nosso sucesso depende do quanto conseguimos ser fiéis a essa idéia com a imagem final. O estúdio é o simulador universal, onde podemos fazer a noite virar dia, o dia virar noite, criar um ambiente cheio de janelas ou um dramático cenário de teatro.</p>
<p>Mesmo fora das quatro paredes do estúdio, a capacidade de recriar, interferir e moldar a luz é muito útil. Em ramos como a fotografia corporativa, industrial ou de arquitetura, nem sempre a luz existente é suficiente ou adequada para cumprirmos nossa missão, então adicionamos, misturamos e substituímos, num processo quase alquímico em busca da imagem.</p>
<p>Às vésperas do maior evento de fotografia de estúdio da América Latina, é normal que o interesse por ele se expanda &#8211; e de julho para frente, chovem questionamentos por email e redes sociais, questionamentos esses que vêm especialmente dos iniciantes. Fotógrafos que já têm uma base técnica razoável e subitamente resolvem tomar a iniciativa de dar o próximo passo. E o que eles desejam saber?</p>
<p>Separei as questões mais importantes &#8211; dez coisas que eu adoraria que tivessem me contado antes do meu atribulado começo. Nenhuma resposta aqui é definitiva ou irrefutável, e com certeza não são a única maneira de trabalhar ou de responder à pergunta. Mas devo dizer que elas têm funcionado, da maneira que estão expostas aqui. Então vamos a elas:</p>
<h4>1 &#8211; Que câmera devo ter para trabalhar em estúdio?</h4>
<p>Não dá para responder a esta pergunta sem saber exatamente qual o seu produto final. Câmeras, em estúdio, não precisam ser seladas contra as intempéries, e se você trabalha com flashes, também não precisam fazer 10 quadros por segundo. Os flashes não irão acompanhar essas velocidades.</p>
<div id="attachment_695" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/phase-one-df-ls-black.jpg"><img class="size-full wp-image-695" title="Phase-One-DF-LS-black" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/phase-one-df-ls-black.jpg?w=510&#038;h=330" alt="" width="510" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">o sistema digital de médio formato da Phase One pode chegar a 80 Mpx </p></div>
<p>Configurações de ISO elevadas também não costumam ser uma necessidade real para quem trabalha em estúdio, visto que temos o controle da luz na imensa maioria das &#8211; senão em todas &#8211; ocasiões. Então o que nos sobra de importante é a qualidade de imagem e resolução &#8211; que estão intimamente ligadas.</p>
<p>Qualidade de imagem (em termos de nitidez, latitude e resposta de cor) está conectada diretamente ao sensor; quanto maior, melhor. Por motivos de economia, a escolha mais popular está nas câmeras com sensores 24 x 36mm (vulgarmente chamadas de full frame), Canon, Nikon ou Sony. Mas os preços das digitais de médio formato estão caindo, e a Pentax 645D, de 40Mpx está sendo vendida por US$ 10 mil nos EUA. Um um belo passo acima temos a Hasselblad H4D, a Phase One 645DF, que aceita backs digitais de até 80Mpx e a Leica S2.</p>
<p>Topo definido, calcular sua necessidade em termos de custo-benefício é relativamente simples: veja qual a resolução necessária para o seu principal produto. Se o seu ganha-pão serão os retratos ou books fotográficos (que raramente ultrapassam os 25&#215;38), 15 megapixels serão suficientes para produzir esses books sem interpolação. Eventuais banners, posters e outdoors podem aparentar precisar de mais, mas sempre temos a possibilidade de interpolar um pouco, e a distância de visualização é sempre nossa aliada.</p>
<p>Verificando as características acima, temos excelentes candidatas ao troféu “câmera de estúdio, categoria custo-benefício”: a Canon 5D MKII, de 21 Mpx, a Nikon D700, de 12 Mpx, e a Sony A850, de 24,6 Mpx. Todas full frame, e com recursos de sobra para a tarefa. O que não significa que não se possa usar uma camerinha de entrada, mas a ergonomia e resistência não são as mesmas.</p>
<p>E sempre há a possibilidade de se alugar backs digitais ou câmeras de médio formato para trabalhos específicos.</p>
<h4>2 &#8211; Quais as lentes que preciso comprar para usar no estúdio?</h4>
<p>Isso vai dos seus enquadramentos favoritos e do que está fotografando &#8211; mas as lentes que são o arroz com feijão do estúdio são a 50mm f/1.8 ou f/1.4 e a 100/105mm f/2.8 macro/micro (Canon/Nikon). Não conheço fotógrafos que tenham queixa dessas duas lentes &#8211; nítidas, claras e acessíveis. Angulares são adições bem-vindas à brincadeira, uma 28mm trará muita versatilidade ao conjunto. Caso prefira as lentes zoom, a 28-70 f/2.8 e a 70/200 f/2.8 (ou a f/4) dão conta do recado, e muito bem, embora os fotógrafos de produto dêem nítida preferência às fixas, especialmente às macro.</p>
<div id="attachment_696" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/phaseonelenses.jpg"><img class="size-full wp-image-696" title="IB_S_BASIC_COPYRIGHT =" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/phaseonelenses.jpg?w=510&#038;h=558" alt="" width="510" height="558" /></a><p class="wp-caption-text">Boas lentes são algumas das principais responsáveis pela qualidade da imagem</p></div>
<p>Não economize nas lentes. Câmeras ficam obsoletas rapidinho, objetivas duram a vida inteira.</p>
<h4>3 &#8211; Existe algum conjunto de acessórios que seja essencial?</h4>
<p>Não necessariamente. O problema é que flash é uma fonte de luz dura e pequena, então precisamos de acessórios para suavizá-la, controlar sua abrangência e aumentar seu tamanho aparente. Sua maneira de iluminar é que vai ditar quantas tochas, e que acessórios serão necessários.</p>
<p>Partindo do set mais básico, que teria uma luz principal, uma compensação e uma contraluz, podemos pensar em:</p>
<ol>
<li>para a principal: três refletores de diferentes tamanhos (grande angular, padrão e para colmeia), que podem ser posteriormente suavizados com um pouco de tecrom ou papel vegetal, além de dois acessórios para aumentar o tamanho da luz &#8211; sombrinhas de 90cm e/ou softboxes de 120 x 90 são muito versáteis, e o softbox pode ter sua abrangência moldada facilmente com gobos ou tapadeiras;</li>
<li>para a compensação: normalmente, para a compensação são utilizados rebatedores apenas, mas um softbox 90&#215;120 ou uma sombrinha de 120 cm fornecem luz grande e suave, de uma maneira “viva”, ou seja, regulável;</li>
<li>para a contraluz: embora contraluzes costumem ser pequenas e duras por tradição (vide a quantidade de colmeias e snoots que são vendidos para essa finalidade), contraluz suave é uma ferramenta muito útil. Além do clássico refletor de colmeia com uma ou duas colmeias e um snoot, experimente um softbox pequeno ou uma strip light (espécie de softbox alto e estreito) para obter contornos cheios de detalhes.</li>
</ol>
<div id="attachment_692" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/0401-rx600set_orgcano.jpg"><img class="size-full wp-image-692" title="0401-RX600Set_orgcano" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/0401-rx600set_orgcano.jpg?w=510&#038;h=764" alt="" width="510" height="764" /></a><p class="wp-caption-text">Um kit portátil da Elinchrom, com duas monotochas, tripés e acessórios</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p>A luz se difunde basicamente por filtragem e reflexão, então muito papel vegetal ou tecrom é necessário para montar filtragens, e rebatedores também são necessários. Uma solução barata é comprar em boas papelarias papel vegetal em rolos de 30x1m, e preparar os rebatedores com placas de isopor. Uso rebatedores de isopor nos formatos 3x1m, 2x1m e 1x1m, todos pintados de preto de um lado para bloquear a luz (o que lhes dá dupla utilidade). Resultados excelentes também são conseguidos com madeira, MDF e lona fosca branca.</p>
<p>Com um pouco mais de verba e descobrindo suas soluções favoritas de iluminação, também é possível montar as tapadeiras/rebatedores no tamanho e formato desejados em madeira mais grossa e dotá-los de rodízios (rodinhas). Ocupa mais espaço, mas são muito bem acabadas e resistentes, além de bonitas.</p>
<h4>4 &#8211; O que devo usar, monotocha ou gerador?</h4>
<p>A diferença é sutil &#8211; um gerador é uma caixa que contém os controles e o sistema de acúmulo de energia comum a todo flash. Porém, para que ele possa trabalhar, a ele têm de ser acopladas lâmpadas &#8211; as chamadas tochas &#8211; via cabo. Uma monotocha se parece muito a uma tocha &#8211; as duas têm as lâmpadas na frente &#8211; mas ela também inclui o circuito de acúmulo de energia e os controles, ali na traseira. Nada de caixa. Assim como um caminhão baú, uma monotocha é uma solução completa e independente &#8211; um gerador se parece mais a uma carreta, que precisa do truck para puxá-lo, e este último precisa da carroceria para conseguir transportar alguma coisa.</p>
<p>Sou adepto dos geradores &#8211; mas convenhamos, eles são caros, muito caros. Minha predileção por eles se deve a três fatores:</p>
<ol>
<li>a resistência &#8211; geradores são feitos para durar, assim como tratores, Fuscas e Harleys. Já vi geradores completamente descascados, amassados e batidos, mas funcionando normalmente;</li>
<li>a conveniência do controle &#8211; experimente colocar uma monotocha sem controle remoto em uma grua, a 3 metros de altura. Depois tente regular a potência dela. Sim, é terrivelmente inconveniente. Um assistente sentado ao lado do seu gerador consegue controlar até 3 fontes de luz sem sair do lugar. E como o sistema só depende de um receptor de rádio ou cabo de sincro, nada de preocupações com sincronização ou fotocélulas;</li>
<li>a potência &#8211; um gerador de 1200w consegue trabalhar com três tochas a 400w, uma tocha em 800w e outra em 400w, ou mesmo uma única tocha com os 1200w que o gerador consegue produzir. Quando se precisa de potência bruta, geradores são o que há de melhor.</li>
</ol>
<div id="attachment_693" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/acuteb_600r_acute_head.jpg"><img class="size-full wp-image-693" title="AcuteB_600r_acute_head" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/acuteb_600r_acute_head.jpg?w=510&#038;h=510" alt="" width="510" height="510" /></a><p class="wp-caption-text">Um gerador Acute da Profoto, acompanhado de uma tocha.</p></div>
<p>Mas nem tudo são maravilhas no mundo dos geradores, e as monotochas (também chamadas de flashes compactos) também têm suas vantagens:</p>
<ol>
<li>são pequenas, leves e portáteis &#8211; um gerador é um pequeno monstro de três cabeças, e pesa o que um monstrinho desses deveria pesar;</li>
<li>são muito mais baratas &#8211; visto que é apenas um ponto de luz, de potência relativamente baixa (até 800w, que eu saiba), uma monotocha tem preço mais acessível, de cerca de um terço a um quarto do valor de um gerador, no caso de monotochas de 400w.</li>
<li>são mais avançadas tecnologicamente &#8211; falando dos fabricantes nacionais, que possuem linhas digitais (com acertos em décimos de ponto e disparo calibrado para 5500K) de monotochas, mas não de geradores.</li>
</ol>
<div>
<div id="attachment_697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/products12726-1300x1300-301480.jpg"><img class="size-full wp-image-697" title="Products12726-1300x1300-301480" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/products12726-1300x1300-301480.jpg?w=510&#038;h=510" alt="" width="510" height="510" /></a><p class="wp-caption-text">Uma monotocha Profoto</p></div>
</div>
<p>Veja qual das vantagens lhe atrai mais, e qual das desvantagens pode ser decisiva &#8211; assim não vai errar na escolha do equipamento.</p>
<h4>5 &#8211; E aí, preciso realmente de um fotômetro?</h4>
<p>É bem provável que precise. Nada impede que se chegue a um excelente resultado sem o fotômetro, baseado na intuição, experiência e tentativa/erro. Mas fotômetros oferecem duas comodidades valiosíssimas: repetibilidade e facilidade de transposição.</p>
<p>Repetibilidade porque uma vez definido meu resultado, ele pode ser analisado exaustivamente com o fotômetro. Contraste da imagem, latitude, abrangência da luz principal, potência da contraluz e das luzes de efeito, tudo pode ser anotado e arquivado para posterior reprodução. Se eu precisar reproduzir qualquer aspecto daquela foto, de uma forma geral ou isoladamente, é questão de minutos de trabalho.</p>
<div id="attachment_698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/sek022.jpg"><img class="size-full wp-image-698" title="sek022" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/10/sek022.jpg?w=510&#038;h=703" alt="" width="510" height="703" /></a><p class="wp-caption-text">Um sofisticado fotômetro da Sekonic - este é o L758 DR</p></div>
<p>Facilidade de transposição porque um determinado visual pode ser criado com as mais variadas combinações de fontes de luz. Uma luz de janela pode ser feita com um softbox, uma parede branca ou uma janela mesmo. Então, conhecendo o contraste entre as fontes de luz nas mais diversas circunstâncias, posso trabalhar usando luz ambiente, flash, luz contínua ou mista, que dará tudo na mesma. O desenho da luz, as sombras e sua densidade estarão sob controle.</p>
<p>Posso me virar perfeitamente sem um fotômetro numa emergência, mas faço a mais absoluta questão de ter um &#8211; de preferência topo de linha &#8211; à mão durante os trabalhos. Faz uma diferença danada, e quando você se acostuma ao fotômetro, nem olha o LCD da câmera.</p>
<h4>6 &#8211; Como e o que devo estudar para “ficar bom” em estúdio?</h4>
<p>Em estúdio, um dos fatores mais importantes é a qualidade de imagem. Então, antes de partir para vôos mais altos, certifique-se que domina por completo os conceitos de exposição, leitura de histograma, profundidade de campo. Depois, comece a pesquisar a iluminação em si &#8211; um bom livro para começar é o Ciência, Luz e Magia, do Fil Hunter e Paul Fuqua. Considere participar de um fórum de fotografia em que se discuta iluminação.</p>
<p>Converse com bons fotógrafos, veja-os trabalhar. Se possível, seja assistente de algum, que tenha um trabalho que você ache bacana. Ver a teoria sendo aplicada por alguém experiente é valioso, muito valioso. Tenha referências: pesquise o tempo todo, veja as imagens de seus fotógrafos prediletos, imprima, analise, compre livros com fotos grandes. Pense em como parecem ter sido iluminadas, depois tente fazer igual. Pense grande, e pratique muito.</p>
<p>Desenvoltura com a luz demora para ser adquirida, e só a tentativa e erro fazem com que você se aproprie das técnicas que conhecerá através dos livros e dos fotógrafos.</p>
<h4>7 &#8211; Como cobrar um trabalho de estúdio?</h4>
<p>Essa é uma pergunta que demanda uma resposta complexa. Mas tudo é relacionado à sua frequência de trabalho, os custos fixos do seu estúdio (ou o valor da locação caso resolva locar) e o seu patamar de habilidade fotográfica.</p>
<p>Há no blog do fotógrafo Geraldo Garcia uma excelente série de artigos sobre precificação que pode ser de grande valia &#8211; http://blog.geraldogarcia.com/index.php/2009/05/como-cobrar-por-servicos-fotograficos-introducao. Outra grande ideia é fazer o curso de administração de pequenos negócios do SEBRAE, o Empretec &#8211; <a href="http://empretec.sebrae.com.br">http://empretec.sebrae.com.br</a>/. Um estúdio é um negócio &#8211; e se tentarmos administrar um negócio apenas com a bagagem de fotógrafo, estamos fadados ao fracasso.</p>
<p>Participar de uma associação como a Abrafoto (<a href="http://www.abrafoto">www.abrafoto</a>.com.br) ou Fototech (<a href="http://www.fototech.com.br">www.fototech.com.br</a>) também pode ser valioso. Ambas as associações possuem tabelas e planilhas disponíveis para os associados, além da eventual ajuda que outros membros mais experientes podem fornecer nessas horas.</p>
<h4>8 &#8211; Como começar no mercado?</h4>
<p>O começo é sempre complicado, para todos nós. Simplesmente abrir um estúdio e colocar uma plaquinha na porta da rua não é das melhores idéias que se possa ter, mas há algumas rotas para se iniciar nesse ramo:</p>
<ol>
<li>Assistência: é a mais tradicional de todas. Assistentes de fotografia são sempre a nova geração de fotógrafos competentes, pois vêem o trabalho sendo feito por quem já está estabelecido, e um bom assistente sempre fica conhecido no mercado &#8211; tem contatos e conhece bons produtores, maquiadores, agências de modelos. A transição não é mais tão fácil quanto era antes &#8211; quando o fotógrafo acabava por ceder os trabalhos mais simples para os assistentes &#8211; hoje em dia a maioria dos fotógrafos já não se dá ao luxo de repassar trabalhos para quem quer que seja. Mas ainda assim é uma consagrada escola.</li>
<li>Associação: dizem que a união faz a força. Um único fotógrafo iniciante normalmente não consegue sustentar um estúdio, mas é uma prática extremamente comum dividir um. Dois ou três fotógrafos podem dividir o aluguel e custos de reforma, além dos equipamentos de iluminação. Como no começo a nossa taxa de ocupação ainda não é grande, conflitos de data são poucos e administráveis.</li>
</ol>
<p>Alguma estratégia de marketing sempre se fará necessária &#8211; redes sociais, website institucional, blog e outras mais. É importante que se tenha alguns clientes conquistados antes de abrir um estúdio próprio. Nesse quesito, normalmente o portfolio precede tudo &#8211; um bom portfolio (muitas vezes elaborado com trabalhos pessoais não comissionados) alavanca clientes que serão atendidos em estúdios locados, e aí se a demanda exigir, parte-se para o estúdio próprio.</p>
<h4>9 &#8211; O que eu preciso saber de tratamento de imagem?</h4>
<p>Se for você a tratar suas próprias imagens, terá de saber bastante. Mesmo que não goste de retocar ou de mexer muito nos tons e cores da imagem, é necessário conhecer bastante coisa sobre nitidez, impressão, resolução e formatos de arquivo, além de espaços de cor. Se sua imagem sair simplesmente perfeita já da câmera, ainda assim terá de saber como preservar essas qualidades e não perdê-las pelo caminho.</p>
<p>Caso não queira investir todo esse tempo em aprender esse ofício adicional, contrate um retocador de confiança e fique livre para preocupar-se apenas com a captura.</p>
<h4>10 &#8211; Vale a pena ter um estúdio próprio?</h4>
<p>Tudo vai da sua demanda. Com poucos trabalhos por mês, ainda compensa alugar um estúdio com equipamentos como o Studio Box 94 (www.box94.com.br), o Burti HD (<a href="http://www.burtihd.com.br">www.burtihd.com.br</a>) e mais dezenas de outros por todo o país. Há estúdios para todos os bolsos e necessidades, e é possível alugar até mesmo câmeras e lentes mais caras em alguns deles. Sem custos fixos, sem aluguel ou manutenção do equipamento, o estúdio alugado é uma ferramenta poderosa.</p>
<p>Mas é bem provável que chegue um instante em que a despesa com estúdio alugado irá superar os custos  fixos de um estúdio próprio &#8211; quando esse dia chegar, mude para um estúdio com a sua cara, no local que desejar. Nele é possível atender clientes a qualquer hora, testar luzes, fazer ensaios &#8211; coisa que não é possível no estúdio alugado.</p>
<p>De qualquer maneira, um <em>studium</em>, ou local de estudo é essencial para todo fotógrafo. Mesmo que não tenha camarins, escritório ou cozinha, qualquer ambiente serve para se estudar iluminação, testar novas soluções e equipamentos. Um quarto ou garagem fechada já ajudam em algo.</p>
<p>Caberia aqui uma décima primeira pergunta: e agora, o que faço com essa informação toda? Na verdade, não é tanta informação assim, apenas uma pequena coletânea de esclarecimentos. Dúvidas que se repetem o tempo todo, pelo mundo inteiro &#8211; e é uma mão na roda poder ver as respostas assim, agrupadinhas. Divida-as se quiser, aproveite-as o quanto puder, concorde, discorde, construa seu conhecimento.</p>
<p>Vou adorar saber se as dicas foram úteis, e não esqueçam de me convidar para tomar um café em seu estúdio!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/691/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=691&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma bibliografia rápida: cinco livros que recomendo</title>
		<link>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/09/26/uma-bibliografia-rapida-cinco-livros-que-recomendo/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 21:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[inspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é uma lista do tipo “top ten”. Nem é dos melhores livros de qualquer segmento, tampouco dos livros necessários para se aprender qualquer coisa. São apenas livros que li recentemente, e que me deram insights importantes sobre a fotografia. Senti necessidade de compartilhar. Como em tudo o que é importante, não há ordem, hierarquia <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=687&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é uma lista do tipo “top ten”. Nem é dos melhores livros de qualquer segmento, tampouco dos livros necessários para se aprender qualquer coisa. São apenas livros que li recentemente, e que me deram insights importantes sobre a fotografia. Senti necessidade de compartilhar.</p>
<p>Como em tudo o que é importante, não há ordem, hierarquia ou qualquer regra circundando estes livros. Leia-os do jeito que quiser, quando tiver vontade. Alguns são difíceis de conseguir, então se achar, compre. Valem a pena, eu garanto. Alguns são tão preciosos que chega a valer a pena aprender inglês para lê-los:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1 &#8211; ÎTALO CALVINO &#8211; As Cidades Invisíveis</p>
<p>Calvino é um desses deuses da linguagem, dos que têm a habilidade de puxar, esticar, moldar e recombinar o texto de uma forma quase alquímica, levando o texto a descrever coisas impossíveis, criando entrelinhas que contam mais do que as próprias linhas. Vale a pena ver como as conversas entre Marco Polo e Kublai Khan colocam em crise a palavra, a imagem e a memória.</p>
<p>2 &#8211; RAINIER MARIA RILKE &#8211; Cartas a Um Jovem Poeta</p>
<p>Ao longo de diversas cartas trocadas com um jovem aspirante a poeta, Rilke nos faz pensar em uma coisa importante: o que nos faz fotografar? O que há dentro de nós, que faz tanto estrago e que precisa tanto ganhar liberdade através da arte?</p>
<p>3 &#8211; BEN MADDOW &#8211; Faces</p>
<p>Uma história narrativa do retrato, partindo de Daguerre e Talbot até Friedlander &#8211; uma fascinante cobertura de mais de um século de retratos, de 1839 até os anos 70, em mais de 500 páginas. E as fotos são enormes.</p>
<p>4 &#8211; WILLIAM E. EWING &#8211; Face: The New Photographic Portrait</p>
<p>Face já é um livro de fotografia, mas não de fotografias. Com um texto preciso, ele pretende mostrar qual a função do retrato ao longo dos tempos, e como os artistas contemporâneos estão lidando com  a dúvida: qual é o papel do retrato HOJE?</p>
<p>5 &#8211; SANTIAGO OLMO &#8211; Javier Vallhonrat habla con Santiago Olmo</p>
<p>Se não me engano, é o mais completo sobre o processo criativo de um dos maiores fotógrafos de moda na minha opinião. Oitenta páginas de entrevista, cobrindo extensivamente os porquês da fotografia &#8211; algo muito pessoal, fugaz e subestimado na literatura especializada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alexvillegas.wordpress.com/687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alexvillegas.wordpress.com/687/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=687&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>De onde vêm os desastres &#8211; divagações sobre retoque</title>
		<link>http://alexvillegas.wordpress.com/2011/09/15/de-onde-vem-os-desastres-divagacoes-sobre-retoque/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 14:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Villegas</dc:creator>
				<category><![CDATA[inspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[Novamente, os “excessos do Photoshop” estão em pauta, em tudo quanto é revista especializada. E, mais uma vez, somos obrigados a ver pessoas rejuvenescidas, deformadas, plastificadas, enfim &#8211; distorcidas de todas as formas possíveis e imagináveis. Blogs como o Photoshop Disasters pipocam por aí, e o retoque de imagens vira motivo de chacota entre os <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alexvillegas.wordpress.com&amp;blog=3638613&amp;post=681&amp;subd=alexvillegas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novamente, os “excessos do Photoshop” estão em pauta, em tudo quanto é revista especializada. E, mais uma vez, somos obrigados a ver pessoas rejuvenescidas, deformadas, plastificadas, enfim &#8211; distorcidas de todas as formas possíveis e imagináveis.</p>
<p>Blogs como o Photoshop Disasters pipocam por aí, e o retoque de imagens vira motivo de chacota entre os fotógrafos, que ficam em cima do muro. Conceitualmente, eles optam por ser contra todo e qualquer tipo de retoque, prezando “a verdadeira fotografia” &#8211; mas dão o braço a torcer para o mercado, que segundo eles é irredutível na demanda por essas imagens toscas. Em seu “trabalho autoral” não há “absolutamente nada de Photoshop”, orgulham-se.</p>
<p>Bom para eles, péssimo para as imagens em si &#8211; apesar das desculpas, pouco vemos dos “trabalhos autorais”, e muito vemos das “imagens comerciais”. Mas a ideologia está salva, e a culpa é do mercado ignorante, certo?</p>
<p>Errado. Porque isso só limpa consciências, não nos livra dessa onipresente tosquice.</p>
<p>Pessoalmente, acredito que o problema está muito mais embaixo. O debate sobre “excessos do retoque” está aí desde o século retrasado &#8211; em 1890 saía o livro Fotografia Naturalística para Estudantes da Arte, de Peter Henry Emerson; nele condenava-se enfaticamente os retoques nos negativos e ampliações, na tentativa de simular as lisonjas costumeiras na pintura. Ou seja, daria para se pensar sobre a atualidade do assunto, que à primeira vista, seria o último grito da moda: a onda digital e a novíssima possibilidade de se interferir nas imagens teria levado à difusão de uma estética no mínimo contestável.</p>
<p>Só à primeira vista, porque retoque sempre existiu, e em generosas doses. São outros os problemas que surgiram, e não têm absolutamente nada a ver com a ferramenta, a fotografia digital ou nenhum dos culpados normalmente acusados. Têm a ver com um extraordinário surto generalizado do que chamamos “falta de noção”, e com a criação de mitos que não ajudam em nada. Separei aqui os três problemas mais relevantes, e que têm mantido muitos fotógrafos presos em uma estranha dupla personalidade.</p>
<p>O primeiro problema é que a imensa maioria das pessoas acredita em um retoque fácil demais. Plugins, receitas práticas, dicas e truques de qualidade contestável para realizar com pretensa facilidade e rapidez uma tarefa que é por natureza trabalhosa. Menos é mais &#8211; uma expressão utilizável apenas para definir a aparência final, não o processo.  Retocar uma imagem e não deixar este retoque aparente é um processo muito, mas muito mais trabalhoso do que fazê-lo de forma automatizada, em série, “enfatizando a produtividade”, com resultados inevitavelmente pesados. Pode levar horas, apenas para uma foto, o que é a princípio inaceitável com os prazos apertados nos dias de hoje.</p>
<p>E infelizmente, não há atalhos, nem no retoque, nem na fotografia.</p>
<p>O segundo foi construído em cima do primeiro: fotógrafos com conhecimento muito limitado de retoque passaram a retocar suas próprias imagens, em busca de maior agilidade ou redução de custos. E, embora alguém possa perfeitamente acumular os cargos de fotógrafo e retocador, são dois ofícios completamente diferentes, apesar de relacionados. Uma parte enorme e vital da bagagem do fotógrafo é irrelevante para o retocador, e vice-versa. E embora seja poucos os retocadores que acreditem ser capazes de clicar um editorial de moda para uma revista de ponta, o contrário não é verdadeiro. Praticamente todo fotógrafo acredita ser um retocador de alto nível, ou pelo menos acredita estar a algumas poucas horas/aula de sê-lo.</p>
<p>Talvez por isso tantos fotógrafos sejam contra o retoque, visto que não é zona de conforto. E suas fotos saem naturalmente melhores quando o retoque é descartado. Mas o mercado pede retoque &#8211; e lá voltamos para a bipolaridade.</p>
<p>E o último é novidade: ainda não nos caiu a ficha sobre a abundância de referências sobre as pessoas &#8211; em tempos anteriores, um retrato poderia ser a única referência sobre uma figura pública que poderíamos ter contato, por toda a nossa vida. Nunca veríamos essa pessoa frente a frente, muito menos outras imagens dela. O que liberava um eventual retratista para interferir, ou construir a imagem que quisesse, pelo menos enquanto não aparecesse outra referência.</p>
<p>E apareceram rápido: ainda no século XV, o chanceler Nicolas Rolin foi retratado por dois grandes pintores no espaço de poucos anos: Jan Van Eyck e Rogier van der Weyden. Cada um deles fez um Rolin diferente. Qual é o verdadeiro Rolin? Qual dos pintores foi mais benevolente, e qual foi mais realista? Nunca saberemos.</p>
<div id="attachment_683" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/09/jan-van-eyck.jpg"><img class="size-full wp-image-683" title="jan van eyck" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/09/jan-van-eyck.jpg?w=510&#038;h=625" alt="" width="510" height="625" /></a><p class="wp-caption-text">O chanceler Rolin, por Jan van Eyck</p></div>
<p>Hoje os olhos do mundo se multiplicaram. Qualquer pessoa minimamente conhecida possui centenas de retratos, feitos nas mais variadas condições, aparece na TV, é filmada em Full HD. Hoje simplesmente não é possível ser lisonjeiro demais em um retoque, não é possível “melhorar” demais ninguém que seja, porque aí está a TV, os avatares das redes sociais, os videologs. Todos eles mostrando uma realidade diferente.</p>
<div id="attachment_685" class="wp-caption aligncenter" style="width: 353px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/09/rolin.jpg"><img class="size-full wp-image-685" title="rolin" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/09/rolin.jpg?w=510" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">a versão de Rogier van der Weyden</p></div>
<p>Você será pego no pulo, e sua obra será jogada no Photoshop Disasters, junto com a sua representação da Susana Vieira ou da Julia Roberts. Todo mundo sabe como elas são, pela média visual de suas imagens publicadas.</p>
<div id="attachment_684" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/09/jr0.jpg"><img class="size-full wp-image-684" title="jr0" src="http://alexvillegas.files.wordpress.com/2011/09/jr0.jpg?w=510&#038;h=335" alt="" width="510" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Julia Roberts, &quot;in natura&quot; e na versão da L&#039;Oreal</p></div>
<p>Há cura ou solução para estas situações? Claro. Mas não está nos excessos, está nas faltas.</p>
<p>Na falta dessa avaliação da lisonja estética necessária à maioria dos trabalhos fotográficos &#8211; qual é o “reparo” realmente necessário e como ele será avaliado frente a outras imagens da mesma pessoa &#8211; além da falta de senso crítico ao não reconhecer que mesmo reparos simples exigem conhecimento específico de processos que não fazem parte da formação convencional de fotógrafo &#8211; e que assim como a fotografia e ilustração, exigem tempo, prática e amadurecimento, largamente subestimados.</p>
<p>Supridas essas carências, seu trabalho será de qualidade &#8211; não importando se há retoques ou não, não importando quem retoca, não importando o processo de criação da imagem. Seu trabalho será um bom trabalho, eficiente, comercializável e “autoral”, como todo trabalho deveria ser, sem dupla personalidade, sem bipolaridade.</p>
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