Uma bibliografia rápida: cinco livros que recomendo
Não é uma lista do tipo “top ten”. Nem é dos melhores livros de qualquer segmento, tampouco dos livros necessários para se aprender qualquer coisa. São apenas livros que li recentemente, e que me deram insights importantes sobre a fotografia. Senti necessidade de compartilhar.
Como em tudo o que é importante, não há ordem, hierarquia ou qualquer regra circundando estes livros. Leia-os do jeito que quiser, quando tiver vontade. Alguns são difíceis de conseguir, então se achar, compre. Valem a pena, eu garanto. Alguns são tão preciosos que chega a valer a pena aprender inglês para lê-los:
1 – ÎTALO CALVINO – As Cidades Invisíveis
Calvino é um desses deuses da linguagem, dos que têm a habilidade de puxar, esticar, moldar e recombinar o texto de uma forma quase alquímica, levando o texto a descrever coisas impossíveis, criando entrelinhas que contam mais do que as próprias linhas. Vale a pena ver como as conversas entre Marco Polo e Kublai Khan colocam em crise a palavra, a imagem e a memória.
2 – RAINIER MARIA RILKE – Cartas a Um Jovem Poeta
Ao longo de diversas cartas trocadas com um jovem aspirante a poeta, Rilke nos faz pensar em uma coisa importante: o que nos faz fotografar? O que há dentro de nós, que faz tanto estrago e que precisa tanto ganhar liberdade através da arte?
3 – BEN MADDOW – Faces
Uma história narrativa do retrato, partindo de Daguerre e Talbot até Friedlander – uma fascinante cobertura de mais de um século de retratos, de 1839 até os anos 70, em mais de 500 páginas. E as fotos são enormes.
4 – WILLIAM E. EWING – Face: The New Photographic Portrait
Face já é um livro de fotografia, mas não de fotografias. Com um texto preciso, ele pretende mostrar qual a função do retrato ao longo dos tempos, e como os artistas contemporâneos estão lidando com a dúvida: qual é o papel do retrato HOJE?
5 – SANTIAGO OLMO – Javier Vallhonrat habla con Santiago Olmo
Se não me engano, é o mais completo sobre o processo criativo de um dos maiores fotógrafos de moda na minha opinião. Oitenta páginas de entrevista, cobrindo extensivamente os porquês da fotografia – algo muito pessoal, fugaz e subestimado na literatura especializada.
Vou conferir as sugestões! valeu e muito obrigado! abraços