Pequeninos ensaios: sobre técnica e evolução pessoal (1)

janeiro 2, 2010

Andre Kertesz, Chez Mondrian, 1926

Evolução.

Evoluir é se adaptar às mudanças, que nos mantêm o tempo todo fora da nossa zona de conforto. É necessário um certo incômodo para ser produtivo.E incômodo é o que mais nos sobra nestes tempos.

Pouco a pouco, vamos sendo despidos da exclusividade que a técnica nos dava – a cada instante que passa, tarefas como alterar as cores de uma imagem, dar-lhe foco e a exposição corretas, desfocar planos e corrigir perspectivas – todas elas ficam mais fáceis, exigindo pouco mais do que alguns cliques em softwares especializados ou configurações simples em câmeras sofisticadas.

Conseguir cores impressionantes, contrastes maravilhosos, impressões magistrais – tudo isso está ao alcance de qualquer um que se disponha a estudar um mínimo de tempo. O uso do flash não é mais uma ciência misteriosa, já não é privilégio de mestres de tai chi segurar a câmera praticamente imóvel em luzes difíceis.

Já não conseguimos estar sempre no lugar certo, na hora exata, antes de todo mundo.Hoje praticamente todos os celulares possuem uma câmera decente o suficiente para registrar o testemunho da História.

Os olhos do mundo se multiplicaram. E a revolução, agressiva como são todas elas, nos empurra contra a parede, nus, privados do mistério de nosso artesanato, sem ter como enrolá-la com palavras espertas e ofícios indecifráveis.

O que você tem a nos dizer, ela nos pergunta. O que você ilustra, ô “desenhista da luz”?

Há perguntas que nos atormentam pela vida inteira.

O que sobra de nossa fotografia depois que a despimos de seu processo? O que faz com que uma imagem seja viva, viva a ponto de ter personalidade, de refletir aspectos impensados por qualquer um dos envolvidos em sua produção e observação?

Hoje estou – como muitos –  encostado à parede, pensando na pergunta.

O que você ilustra? O que tem a dizer?

Fotografia é um dos mais poderosos meios de autoconhecimento. E o traumático favor que a revolução digital nos faz é fazer essa violenta pergunta – o que somos? Sem ter onde nos esconder, somos forçadamente libertados. Somos postos à prova em nosso íntimo, e podemos buscar o que nos impulsiona, descobrir “o que fazer”, livres das amarras do “como fazer”. Só assim poderemos deixar de ser tolos, cheios de som e fúria, contando histórias sem significado.

A oportunidade é de ouro – não deixemos passar.


Um ano muito especial

dezembro 22, 2009

Este ano foi simplesmente fantástico. Difícil e desafiador como nenhum outro.

Se o ano teve algum mérito, foi o de nos levar a extremos – e saio dele renovado, com a sensação de quem acaba de sair vitorioso do ringue, após a luta mais dura de sua vida.

Em 2009, após um livro, um DVD, quatro congressos, oito viagens, exatos 254 alunos, duas matérias de capa na Photos e Imagens, quatro colunas na Photo Magazine e outras valiosas conquistas, senti que tinha muito a agradecer, a muitos.

Então aproveito a ocasião para fazer um pequeno pronunciamento…

Em primeiro lugar, a meus alunos. Este ano tive o prazer de ver alguns deles iniciarem na vida profissional, sem nenhuma experiência, mas com método, coragem, ética e o mais importante de tudo: amor por seu ofício. Todos os dias tenho boas notícias, seja por email, twitter ou telefone mesmo, e isso me dá senso de propósito.

Vocês não imaginam como já me motivaram, nas piores horas. Tampouco sabem como me fizeram evoluir técnica e artisticamente, com tantas perguntas e desafios.

Logo na sequência – mas de jeito nenhum esta ordem é de importância – agradeço a meus amigos e parceiros profissionais. Danilo Russo, Christina Furtado e todo mundo do IIF, Giancarlo Nicoloso, Bola Teixeira, Toni Mello, Daniele Ebeling e todo o staff da Editora Photos, Vinicius Matos, Rapha Fraga e Escola de Imagem, Altair Hoppe, Clicio Barroso e Fototech, Eduardo Chaves e Fotocolagem, Francisco Bravim e Artmosphere, Robson Martins e Lightroom Brasil.

E last but not least, meu salve aos amigos pessoais, que me agüentaram falando o tempo todo de fotografia mesmo quando não eram fotógrafos, ou que me ajudaram muito em projetos particulares. Todos vocês me ajudaram a enfrentar este ano repleto de desafios profissionais e uma vida pessoal pra lá de conturbada. Valeu Chico, Pablo, Diego, Gussa, Blues, Tony, Elton e o povo todo da #artesmarciais, Marcel, Naka e povo da SOTAI, Caio, Juliano, Daniel, Erik, Adriano, João, Cesinha, Alemão, Rafa e todos os companheiros da Barbosa, Alírio, Urch, Comanche, Mari, Dieguito, Samara, Zorba, Faya, Evandro, Marcelo, Tyto, Fernanda, Reinaldo, Diego e muitos outros amigos fotógrafos.

Um obrigado especial a Frank Uno, amigo, instrutor e faixa preta da equipe Barbosa Jiu Jítsu, por nunca me deixar desistir. De absolutamente nada.

Agradeço às oportunidades e às dificuldades, às vitórias e às derrotas, porque todas elas são excelentes professoras. E só ouvindo todas com muita atenção é que se aprende a viver.

Feliz 2010 minha gente!!!!


Making Of – Um Still Simples

dezembro 14, 2009

© 2007 Alex Villegas

Em tempos de correria, projetos e negócios, é um prazer raro poder parar para curtir uma boa amizade.

Hoje sobrou um tempinho para conversar com o Alírio, e entre café e amenidades (eu adoro conversar com ele porque ele não liga muito para equipamento), acabei pegando o smartphone – sim, estas coisinhas temperamentais que se recusam a serem tachadas de celulares – para compartilhar algumas imagens que eu guardo ali. Tem de tudo um pouquinho, mas ele gostou de uma das mais antigas – um still de uma garrafa de vinho, que faz parte do meu portfólio.

E enquanto eu desenhava o esquema de luz, me toquei de que há dezenas de maneiras diferentes de se chegar àquele efeito – e que aquela solução em especial era fruto de toda uma cadeia de acontecimentos.

Era uma foto problema, de certa forma, porque o briefing exigia uma foto de garrafa de vinho “genérica” – não poderia ter rótulo – para um catálogo de uma importadora de bebidas.

Pensei em virar a garrafa de lado, para não mostrar o rótulo, mas a execução ficou tão ridícula quanto a idéia. Um decanter com uma taça ao lado passou rapidamente pela cabeça, mas a idéia acabou não sendo aprovada – parecia ter groselha ali, na verdade.

Idéias ruins postas de lado, a garrafa ainda estava me encarando. E em uma segunda olhada – não se preocupem, isso irá acontecer com vocês, se é que já não aconteceu – passei a detestar a produção que eu havia levado. Mesmo sem o problema do rótulo, comecei a enxergar uma mesa de festa junina ali.

Sentado numa caixa, após um longo “pffffff!!”, resolvi remover tudo o que fosse supérfluo.

O que define uma garrafa de vinho?

O contorno típico e a cor do líquido. Ambos podiam, e foram resolvidos com contraluz. Sem a luz frontal, a garrafa escureceu bastante, e o rótulo virou um quadrado preto em uma garrafa vermelha. Isso foi o suficiente para orientar a idéia.

O Diego, que é um dos caras que mais respeito no terreno do still, fala muito do “critério”, da referência. Adquirindo muita informação visual – fotos, filmes, quadros, arte em geral, cria-se um caos interior de onde nascem idéias originais, ou pelo menos execuções originais de idéias batidas, o que era o meu caso.

Com o resultado pretendido já na cabeça, a tarefa de desenhar o set de luz foi rápida. Se eu tivesse montado a luz já pensando naquela imagem, provavelmente teria pensado em colocar dois softboxes opostos a 90° da garrafa, cortando a luz com tapadeiras para não “espirrar” no fundo.

LightingSetup © Kevin Kertz

Como já tinha um softbox montado atrás da garrafa para iluminar o líquido, acabei simplesmente por cortar um papelão preto e colá-lo no meio do softbox, deixando apenas duas tiras de luz nas laterais. Algo como se dois strip boxes estivessem um ao lado do outro, com a vantagem de eu não ter que me preocupar com o fundo.

Tudo certo, fiz o foco manualmente e cliquei cerca de um ponto super exposto, para escurecer depois e garantir o controle do tom do líquido, tudo feito em RAW. Fora essa escurecida, não houve nenhuma necessidade de pós-produção.

A página diagramada ficou bonita.

Mas porque estou aqui, fazendo uma digressão deste tamanho, interrompendo meu café com o Alírio para colocar aqui na internet o que ficou na padaria, rabiscado num guardanapo?

Simples. Minha vontade foi  falar sobre processo criativo.

Fotografias são como viagens. O planejamento tem de começar pela escolha do destino.

Somente contemplando o seu objeto é que vemos nele algo que ninguém viu. Escolher a luz, pensar no ângulo, em alguns casos já no tratamento da imagem – isso fica para depois, para fazermos na empolgação de valorizar a história que acabamos de descobrir.

É nessa empolgação que o clique é feito, porque é aí que vamos usar a câmera – para contar essa história do nosso jeito, seja ela comercial ou não.

É por isso que eu acho estranho perguntarem “qual é a luz ideal para fotografar jóias”, ou “tem um esquema legal aí pra iluminar catálogo”… tem um ditado zen que eu gosto que diz assim:

“Olhe amorosamente para algum objeto.

Não passe ao objeto seguinte.

É aqui, no centro deste objeto,

que a bênção reside.”


Curso de Lightroom em São Paulo

novembro 28, 2009

Para fechar oficialmente o ano de 2009, vai rolar uma edição do curso Lightroom Profissional no IIF, aqui em Sampa, nos dias 14 e 15/12.

Serão 16 horas de aula, voltadas ao estudo de todos os recursos do Lightroom, além de dicas para facilitar o uso cotidiano do software e uma olhadinha no Lightroom 3, que está em pleno desenvolvimento!

UPDATE POR ALEX:  Consegui negociar uma barbada para os leitores do meu blog… das 15 vagas disponíveis para o curso, cinco terão 50% (é, cinquenta por cento) de desconto – é só mencionar este post no ato da matrícula. Aliás, esse desconto deve virar tradição nos meus cursos, então aproveitem! Vejo vocês lá!


Sobre congressos e aquisição de conhecimento

outubro 27, 2009

Quanto tempo sem postar… se existe uma desvantagem nas redes sociais e blogs, esta é que você se sente culpado quando não dá as caras por algum tempo.

É complicado ser recluso hoje em dia.

Mas perdoem-me o momento artístico- eremita, passei aqui na verdade para compartilhar algumas impressões… Fato é que estive em Salvador, presente à última edição do Photoshow, congresso de fotografia realizado por meus amigos Danilo Russo e Altair Hoppe. E presenciei um momento que me fez pensar.

O mais interessante de congresso é a variedade. Vemos as opiniões mais diversas e os métodos mais variados – basicamente, cada profissional tem seu método pessoal e intransferível para resolver os problemas de seu ofício.

Mesmo assim, em meio a uma das palestras, um rapaz se levanta e faz um angustiado protesto, mais ou menos com estas palavras:

- “Poxa, eu vejo a palestra da Márcia (Charnizon) e ela defende o RAW, o Evandro (Rocha) clica em JPEG, uns usam flash, outros luz contínua… e eu? O que eu faço?”

Compreendi a angústia do camarada, juro que compreendi.

Um pequeno erro de conceito pode levar (e leva) muita gente ao mais puro desespero fotográfico.

Uma vez defendi que não se aprende a fotografar em congresso, isso é tarefa de escolas de fotografia – mas desta vez o equívoco não é esse. E pra esclarecer a gente tem que examinar duas peças:

Para ver a primeira, temos de recuar mais de dois mil anos, lá pra antiga Grécia, quando Heródoto definiu o termo techné como o “saber fazer de forma eficaz”.

Dali para frente, tornou-se famosa a dualidade entre techné (destreza, habilidade) e episteme (conhecimento). Enquanto para os antigos gregos a episteme era o conhecimento teórico, a techné era um conhecimento prático, que visava um objetivo concreto.

A segunda peça é ligada à criatividade. Segundo o Aurélio:

- Criar. V.t.d. 1. Dar existência a; tirar do nada. 2. Dar origem a; gerar, formar. 3. Dar princípio a; produzir, inventar, imaginar.

- Criador. Adj. Inventivo, fecundo.

- Criatividade. S. f. Qualidade de criador.

Ou seja, criatividade é qualidade de um criador, ou seja, uma pessoa que é inventiva e produz algo que não existia anteriormente. Uma ideia, uma teoria ou um método novo para resolver um problema antigo. Segundo um camarada chamado Brewster Ghiselin, a medida da criatividade de um produto qualquer é “a extensão em que ele reestrutura nosso universo de compreensão”.

E como se produzem novas ideias, como se faz para criar?

A criação depende de inspiração, dizem. E a inspiração nada mais é do que o resultado da fusão de ideias que acontece no nosso subconsciente, o que chamamos de imaginação.

Estamos constantemente combinando e recombinando elementos em nosso subconsciente: e se eu fizer isso? E se eu fizer aquilo? Quanto mais absurdas as combinações, mais provável é que resulte disso uma síntese improvável, que poucos visualizaram ou deram continuidade.

E é assim que aparecem soluções particulares para problemas específicos. E nossa techné vai ficando, digamos assim, “personalizada”.

Então qual o ponto em se freqüentar eventos com palestrantes de opiniões, soluções e destrezas tão diversas?

A escola de fotografia ensina a técnica básica, enfim, como resolver uma imagem. Posteriormente, aponta caminhos e apresenta o aluno a grandes profissionais, do passado e do presente.

O congresso permite fazer uma ponte entre o fotógrafo e outros profissionais – o palestrante coloca-se numa vitrine onde ele expõe seu processo criativo e sua techné, além de seus problemas particulares. Vemos o panorama todo: problema, solução, processo criativo e personalidade/segmento do solucionador. E isso pode nos enriquecer de várias maneiras, como:

1 – Identificação. A mais óbvia delas, é ver alguém com mais experiência resolver problemas exatamente iguais aos nossos de uma maneira que não imaginamos e que podemos incorporar à nossa destreza prontamente e sem nenhuma alteração;

2 – Contraponto. Não se sinta inseguro ao discordar de qualquer profissional – questione as discordâncias, elas podem vir do reconhecimento da falta de identificação (“meus problemas não são esses”, “meu público alvo não é esse” ou “eu sou um tipo diferente de profissional”) ou de uma maior confiança na solução que você desenvolveu para esse problema.

3 – Repertório. Às vezes uma solução técnica de um workshop de still pode ser aplicada a uma situação totalmente diferente.

Mesmo que aparentemente inútil à primeira vista, a convivência com a destreza de outros profissionais traz elementos para a enorme confusão que temos no subconsciente, aumentando enormemente a quantidade de combinações de informações. E consequentemente, aumentando a probabilidade do aparecimento de uma solução criativa e inusitada.

Fotografia é amplamente baseada em criatividade, e possui uma técnica vasta e sofisticada.

Observando esses elementos, essas duas “peças” – destreza e criatividade, fica fácil entender o porquê de tanta discordância, que à primeira vista parece incoerência. Afinal estamos discutindo método, não o objeto desse método.

Não tem a ver com o “latest trend” (que seria algo como “o que todo mundo está fazendo agora”, “a nova moda”), mas com ver o maior número de soluções possíveis para o mesmo problema.

Portanto, se ao sair de um congresso de fotografia você se sentir confuso, meus parabéns. Você acabou de dar o primeiro passo não para adotar um método, mas para construir um novo.

 

 

 


Na Mira do Fotocolagem

outubro 8, 2009

Mais novidades! Graças a uma parceria com o Eduardo Chaves e todo o pessoal do blog Fotocolagem, juntamente com o IIF, há conteúdo de minha autoria circulando por lá regularmente – sabem aquelas coisinhas técnicas, tipo escolher equipamento, calibrar monitor, regular câmera? Então!

E para inaugurar a parceria em grande estilo, já começamos com uma promoção – valendo um exemplar daquele livro de bolinhas, autografado por este que vos escreve… é só clicar no banner e conferir as condições da promoção por lá.

Boa sorte pessoal!!


Photoshop para Moda e Beleza

setembro 17, 2009

Agora no dia 19/09 tem Photoshop para Moda e Beleza no IIF, e o pessoal de lá me cedeu uma bela barbada…

Consegui cinco vagas com 50% de desconto para os leitores do blog – é só ligar para (11) 3021-3335 e avisar a Val da promoção.


Lightroom 2.5

setembro 17, 2009

Se você é um feliz proprietário da nova Nikon D300s, entre outras câmeras da nova geração, finalmente saiu a atualização do Lightroom que permite abrir seus arquivos. A versão 2.5, assim como a versão 5.5 do Camera RAW, podem ser baixadas aqui:

http://www.adobe.com/downloads/updates/

Fora a capacidade de abrir arquivos de novas câmeras e uma pequena melhoria no algoritmo de demosaicing, não houve upgrades significativos.

Mas aquele velho bug que fazia o Lightroom abrir a caixa de diálogo de importação sempre que se inseria um CF no leitor – mesmo que você tivesse desativado essa opção nas preferências – foi solucionado.


Photoshop Brasil

setembro 15, 2009

Parte da turma de Natal

Parte da turma de Natal

Cheguei neste final de semana do Nordeste, tendo visto coisas novas, feito novos amigos e carregando a felicidade de um início bem-sucedido.

Retornando ao Photoshop Brasil com um novo workshop – Photoshop CS4 Avançado – esperava um início tímido, típico de toda estréia e uma empatia gradual… ledo engano!

Turmas cheias, muito interesse, excelentes profissionais e grande aproveitamento do conteúdo foram as características mais marcantes de ambas as turmas, Salvador e Natal. A todos vocês que estiveram presentes, só tenho a agradecer.

Muito obrigado pela receptividade e confiança! Espero voltar logo, cheio de novidades para compartilhar!

E um agradecimento especial ao Wellington Barbosa e todo o pessoal de seu estúdio (compareceram em peso!!!), por ter coberto o evento. Obrigado rapaz, essa sua equipe vai longe!


PhotoImageBrazil 2009

agosto 17, 2009

E terminou a correria! Foram três dias de feira, cinco palestras, lançamento oficial do livro e do DVD, muitos amigos revistos – daqueles que infelizmente a gente só vê uma vez por ano – e alguns novos amigos feitos. No fim das contas, três dias acabou sendo pouco… acabei não brincando com a Panasonic LX3 como eu queria…

A todos que presenciaram as palestras e adquiriram algum dos itens, meu muito obrigado! Que sejam muito úteis, espero!

Foi uma honra palestrar para vocês, e nos vemos na PIB 2010!